sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Antigamente

Antigamente podia dizer que odiava,
antigamente era jovem e o mundo era um lugar novo.
Envelheci.
O mundo tornou-se um lugar ameno onde estou sempre ausente.
Esforço-me por não catalogá-lo como cruel.
Mas não existe espaço para mim.
Em parte, culpa minha.
Quando fui mais jovem fui radical e escolhi não ter pertença,
não ter lugar neste mundo;
escolhi varias vezes ser diferente,
superior ao que me rodeia.
E continuo.
Diferente.
Mas já não sei o que me rodeia.
Tenho guardadas na gaveta as cicatrizes de inúmeras batalhas em prol da guerra que está perdida.
Porque antes ganhar algumas batalhas do que morrer silenciado pela realidade aguda.
E porque tenho o Mito.
Antigamente era jovem, envelheci.
Mas jamais serei uma pessoa grande e o mundo não me desculpa isso, impõe-se como cruel.
Na verdade, não escolhi nada.
A não ser não morrer, não sucumbir á doença da ignorância.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tristeza




A minha tristeza é existencial.
Sempre percepcionei o teu erro,
mas guardo ainda sonhos diurnos e clarividentes.
Tu poderias ter sido um,
teria sido tão fácil.
E foi tão difícil.
Não existiu decepção,
como uma ferida profunda que não dói ao cortar violentamente.
A dor incolor é ainda mais triste.
Eleva-se no silêncio com o som da sentença,
o timbre da consequência do dom negro e vazio.
A minha tristeza é indefinidamente triste.
Porque tu foste a hipótese patética de fugir à minha maldição.
E apenas a revelaste mais nitidamente chacinando todas as pequenas esperanças que eu criava cuidadosa e carinhosamente.
A minha tristeza é dura e pesada.
Um dia serás odiado e rejeitado.
Porque a minha tristeza é a saudade que me deixaste de mim.
Para uma pessoa que passou e não ficou, um ser que ainda há muito a evoluir!
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

sábado, 7 de agosto de 2010

Meu Pai





Te chamo...
Sei que me ouves onde estais.
Mas não consigo ouvir sua voz
Te busco...
Não te encontro.
Sei que estás do meu lado...
Não posso te ver
Só essa dor infinda no peito...
Essa saudade que dói...
Machuca.
Ah! Meu pai,
Como queria você aqui comigo.
Sentiria seu braço forte a me amparar como quando criança...
Me protegia,
Me guardava de todas as dores.
Hoje sofro só,
Você não esta mais aqui comigo me amparando,
Me dando forças pra viver.
Sem você fico perdida,
Desprotegida.
Isso penso eu ...
Meu pai sei que de onde estas cuida e zela por mim.
Continuo sendo sua menina mimada,
A luz dos seus olhos.
Deus deu a mim para você e sempre mimada.
Hoje não tenho quem me mime mais.
Aprendi a me defender sozinha e lutar cresci
Meu pai aqui estou deixando para você todo meu carinho...
Meu amor...
Eu te amo.

Sempre estarás comigo e no meu coração,
Nas minhas lembranças...


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