quarta-feira, 28 de setembro de 2011

"Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoismo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.

Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos."


sábado, 24 de setembro de 2011

A morte do poeta

Quando um poeta morre, todo o mundo chora
Um pranto sem lágrimas, um choro que aflora
No peito, na alma carente de poesia
E soa, calmamente, como um triste adeus.

Quando um poeta morre, o mundo silencia.
Calam-se os loucos, ajoelham-se os ateus,
Teme o inferno o poeta que empalidece
E deixa o torpe mundo, que logo se esquece.

Dos poemas escritos nas noites aflitas,
Dos versos sensatos, das palavras benditas;
As obras intactas do artificie da língua.

Quando um poeta morre, a poesia míngua.
O tempo se contrai, a vida... a vida se esvai
Numa estrofe, num verso, num lapso, num ai!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Em paz

Na negra lápide floresce algo fulgaz
Que retorcido enlaça com força os ossos,
Castiga com espinhos os alvos destroços
Que outrora era um corpo alegre vivendo em paz.

Como num báratro infindo, profundo assaz,
A náusea desaba em queda eterna; nos fossos
Entrincheira-se à espera dos vãos esforços
Das gentis senhoras que passeiam em paz.

Um sorvedouro de vida freme voraz,
Evoncando os lamentos jogados nos poços
Das almas, das calmas, dos pesadelos nossos
Escondidos na revolta, entre a guerra e a paz.

Uma insana multidão, da morte sequaz
Invade os fragmentos do arcabouço, dos ossos,
Corroendo a carne, transformando os destroços
Em substâncias etéreas, em poeira, em paz.


Danças

Flores intemperstivas dançam nos jardins...
As pétalas disformes, dum negro incisivo,
Deixam pender das bordas um fluido vivo,
Germe alegórico trazido dos confins.

Dança macabra, infinita desenvoltura...
Os corpos bailam mergulhados em soluços
De angústia pálida e fria, como repuxos
Perpétuos, ignotos, nas praças da tortura.

As almas voam em sinistros movimentos...
Os restos as nódoas que se desfazem em maço,
Reunião de cicatrizes e árduos fragmentos.

As mentiras, os loucos, os entediados
Dançam, flutuam sobre as degraças penosas,
Sorrindo, jovialmente, perante as rosas,
Mórbidas, torpes, rosas dos desesperados.

Inconstantes olhares, revoltos, insanos
Admiram, longínquos, o fétido bailado
Das flores medíocres, o ato consumado;
Retrato da sordidez e do tédio, humanos.



O Fantasma

A sombra flutuante sob fartos olhares
Parece um resquício de vida maltratada;
Sem rumo, fica à deriva em altos mares,
Esperando o fim da nauseante jornada.

Suas veztes translúcidas são como velas
Lançadas até os céus por rigidos mastros.
Não há vento, mas a sombra nas aquarelas
Veleja tal como imagens, sem deixar rastros.

Sob tons policromos, a figura noturna
Desaparece nos mares inconscientes;
Naufraga nos sonhos, levemente sortuna;
Mergulha em pesadelos, loucos, deprimentes.

A sombra do fantasma jaz nos oceanos,
Nas trevas absurdas dos vagos pensamentos.
O desconhecido cai em abismos profanos,
Que escondem medos, temos e outros tormentos.

Fuga

Dos olhos plangentes do sonhador errante,
Transparentes visões emergem como raios,
Inundando de luz o ambiente bacante,
Soberbo e opulento como breves ensaios.

São sóbrios momentos que precedem a fuga,
A sutil escapada de versos detidos
Em antigas prisões, onde a vida se enruga,
Em tumbas ocultas por campos florescidos.

Imagens lascivas escorrem pelos cantos
Dos olhos que lamentam por coisas banais.
Os versos viram preces, devotos de santos,
Pagãos corrompidos por atos imorais.

São disfarces profanos, insanos e sábios,
Nobres trajes para a fuga do sonhador;
As ternas palavras escapam por seus lábios
E encontram a liberdade em versos de amor.



Suicidio

Um passo, um destino inevitável, a morte.
Livre de todas as angústias corrosivas,
Com asas de bronze desabam, rumo à sorte,
O regozijo das vivências aflitivas.

Suicidas perante abismos atraentes,
Magnéticos disfarces do atro passamento,
Volatilizam seus sonhos, e sorridentes,
Lançam-se nas profundas, ao sabor do vento.

Ímpios sonhadores com os pulsos cerrados,
Com o desejo mórbido oculto entre os dedos,
E soluços roucos nos seus palavreados...
As palavras absurdas que escondem segredos.

Eternamente vivendo como assassinos,
Homicidas de seus próprios restos nefandos;
Culpados por existirem, como meninos
Abandonados nas praças, em lagos bandos.

Sempre a admirar a perversão solitária,
A cada dia torno-me um desses suicidas,
Andando com cordas, punhais, fuga diária
Em busca da verdade e paz, desconhecidas.


domingo, 18 de setembro de 2011

Sentimentos

Hoje apetece-me falar de sentimentos. Não no sentido lamechas, mas numa tentativa de vos mostrar que o que tem de acontecer simplesmente acontecerá.
Digo isto porque ás vezes pensamos demais, o que nos leva a misturarmos coisas, ou então a desejarmos que as coisas aconteçam depressa demais. Tudo tem um tempo e uma hora de acontecer.
Se acontecer só aumentará o nosso estado de felicidade. Se não, há que seguir em frente e saber aproveitar as novas oportunidades.
Hoje em dia as pessoas dizem sentir amor por 'dá cá aquela palha'. Eu posso dizer que já o senti, mas ainda não surgiu novamente na minha vida.
Se não sou feliz? Sou, amo a minha família e amigos, por isso a minha vida está repleta de felicidade.
Se sinto falta desse sentimento chamado amor? Claro que sinto. É sempre bom ter alguém do nosso lado, mas sei que quando ele aparecer eu saberei reconhece-lo. Por agora vou-me apaixonando e vivendo cada dia.
Amar é conhecer uma pessoa e gostar dela independentemente dos seus defeitos. Para isso é preciso conhecer a pessoa, portanto vive, diverte-te e vai conhecendo pessoas. Quem sabe um dia uma dessas pessoas te ensine a amar novamente.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Além das sementes de esperança que, ao longo dos dias, vamos preparando para florescer no início de cada ano, de todo ano;

Além das boas intenções que, na labuta diária, vamos empurrando para o primeiro dia de um imaginário novo ano em que seremos capazes de mudar muito, de melhorar muito;

Além da auto-recriminação pelo que deixamos de realizar, de conquistar, de comprar, de vencer...

Acredito que o início de cada ano é momento também de olhar para o que foi possível construir. E construímos tanto: os pequenos momentos de felicidade, as vitórias (ainda que íntimas), os gestos de luta, de boa vontade, de aproximação, de amor. Cada passo (ainda que imperceptível) no caminho, que julgamos ser o melhor, é causa e conseqüência de outros, crescentes, que iremos ousar.

Acredito também que o início de cada ano é momento de agradecer. Ainda que os olhos magoados ou sem esperança não consigam ver, há sempre o carinho de alguém, há sempre um dia a esperar, um pensamento feliz, uma visão bonita qualquer, um amor. Há sempre um sonho dentro de cada um.

Este esperar, este sonho pessoal, ainda que guardados sob montanhas de decepções (que a realidade nos impõe), são o alimento que nos ergue todos os dias e nos leva a enfrentar a vida tão dura.

A nós, a quem ainda são dados os sonhos e a esperança, cumpre-nos agradecer a possibilidade de tê-los, não apenas a cada início de ano, mas em todos os dias."

sábado, 3 de setembro de 2011

Quando penso em ti

Quando penso em você, viajo em sentimentos e emoções...

...alcanço o infinito, chego a tocar as estrelas.

Pensando em você, consigo superar a dor da ausência, que maltrata o coração.

Pensar em você, é como viver doces momentos...

Barrar a distância e se deixar consumir em um só sentimento.

A saudade... é ela que me mantém viva estando longe de você.

Saudade... alimento do amor... dando sempre a certeza que estaremos unidos,

por um só pensamento...

Saudade... que não me deixa desistir, e me da forças para continuar.

Saudade... que me traz você como uma anjo em meus pensamentos,

me envolvendo e a distância nada mais é, que a certeza de

ficar-mos para sempre unidos...