sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eu quero sempre mais

Me perco no tempo quando estou com você
Me completo, me preencho
Sou tudo e todos
Sou desejo, sou vontade
Sou realidade
Imagino, presenteio
Desconfiguro
Não penso em nada,
Me desespero
Me preocupo
Sinto saudades do que tenho
e do que não tenho
Tudo é real,
Não imagino,
Faço
Te beijo, te agarro
Viro de ponta cabeça
Vivo o momento
Digo o que quero
Queria dizer mais
Quero sempre mais
Me encanto com qualquer defeito
Me encaixo em qualquer cena
Já não vivo sem você
Já não sei te esquecer
e quero mais...
e quero mais...
e quero sempre, você.


Te amo... Sua eterna menininha

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O egoísmo

O egoísmo levará as pessoas a uma irresponsabilidade de flerte quanto a viverem em coletivo. Salvem seus pescoços! Cada um é responsável por si. Ninguém faz parte ou tem a ver com os acontecimentos que nos acometem em cadeia. Reações. Assistam ao filme "Magnólia", de Paul Thomas Anderson, e verão que a solução mais cômoda, mais racional, mais certa, não é tão simples: o buraco é bem mais embaixo: mais na superfície do que no submundo. Somos o que podemos ser, sonhos que podemos (e queremos) ter...
Sonhos são para serem sonhados, não vividos. Minha alma tenderá a discordar. Prefiro sonhar. Mesmo que seja dormindo.

A deriva

Eu li isso na web, em uma passagem do messenger de outra pessoa... Palavras soltas, de vez em quando, fragmentos de curiosidade, fragmentos de lembranças de uma vida dúbia, ambígua, inventada, porém com momentos de toque real, já passado toque.
Aos desconhecidos e anônimos que se cruzaram na estrada da solidão! São muitas as estradas, e nem todas são de asfalto. Estradas de tecladas, estradas de atropelamentos, estradas de chão batido, de terra, estradas de paralelepípedos, estradas de se perder, estradas de se achar... estradas de andar de moto, de andar de carro, de andar a pé, de se arrastar, de rolar a cadeira de rodas... Estrada afora.
O barco está a deriva - assim, sem crase, eu li. Não, só a deriva. Só? Talvez não mais que eu. Ou só deriva. Assim eu e muitos: derivados de alguns primitivos. Por que não nos conhecemos já que na estrada fria nos conhecemos? Ah, que bom que foi sem ter sido... Foram momentos e mal sabíamos.
E agora podem ser observados, em mares distantes, barquinhos a deriva. Quantos neste mundão de Deus?
Te apelidei de barco agora. É um barquinho simples.
A deriva.
Te socorreria num abraço e não nos naufragaríamos mais em sonhos esporádicos. Distantes e separados sonhos. A deriva.

Aprovo tua ousadia.



Meu Cavalheiro,
Demoras tanto em tuas andanças, querido... A Alteza aqui já tratou de todas as flores do jardim. Despi-me dos mantos e ando como uma camponesa pelo território que me pertence. Não sinto falta de nada. Minto.

Protejo-me sozinha, teço minhas vestes, refaço antigos vestidos bordados a ouro, e todos me respeitam, ainda que o território esteja praticamente abandonado. Tenho bons anjos, tu sabes bem... Não, não me isolei. Apenas lido melhor com as questões sozinha do que sem meu melhor agente. The favorite one. Poderia ter uma legião, mas sei que a Espada de um Samurai de mim, ora, eu assim desejo, deve estar em tuas mãos. E ela está. Contigo. Para que te movas, para que me sonhes de vez em quando, para que eu não faça uso do que pertence a um homem.

Mudo-me frequentemente, podes imaginar que as modificações são mais que pouco sutis. Não sei se reconhecerias o que denominavas sorriso meu, olhos meus, boca, calor, corpo, trajeto que eu fazia e que, protetoramente, observavas. E, também, cobiçavas. Principalmente quando eu era do Inimigo teu - meu. Estranha comparação... Mulher é de alguém. Mas não de qualquer. Jamais de nenhum, tampouco de todos. Mulher é.
Antes de ser o que fui, o que sou e o que serei, tenho o que brincávamos no espaço das fantasias. Quase ouço tua voz. Carinhosa, breve, tua voz. Sei que estás em inúmeras tarefas, mas sei que me lembras mais do que eu a ti.
Eu ando a passadas tênues, sem saber onde chegar, e quando fantasio, para o tempo passar, me distraio do que abstrato não é, sinto uma leveza descomunal. No corpo, na alma. Fecho os olhos, em qualquer lugar, e quase sonho de lembrar-nos o absurdo de já termos nos tocado mais de uma vez...
Faz tempo. Estou saudosa de tua leal proteção. Recebo teus retornos aos meus bilhetes, enviados pelo pássaro azul. Fica um aberto céu a nos desproteger, ou a nos seduzir para que sucumbamos novamente na paz de percorrer nossos corpos e escutar os susurros e possíveis descobertas de nós. Pistas de nós dois despidos. Sinto-me grandiosamente pequena... pois, súbito, enquanto eu abro meus olhos, e estás, deliciosa surpresa, atrás de mim, puxando-me para os teus braços, fechando alguma porta, já que me levaste a nós para fora do território banal. Te peguei mais uma vez. Ousamos. Pequena emoção? Beijamo-nos e silenciamos mais. Pequena... Pequena... Adoro ouvir isso. Adoraria. Adorava. Adorável é. Ouvidos em estado de alerta. Teu corpo é próximo. Olhos de Samurai. Tu ousaste. Aprovo tua ousadia.