domingo, 27 de março de 2011

A última vez...

No rádio tocava uma música de amor
Eu acariciei seus cabelos
Meus dedos entre eles
Como se eu puxasse para mim
Sua alma...

Olhei no fundo dos seus olhos
Para que você visse no fundo dos meus
O quanto eu te amo
E como esse amor é verdadeiro...

Beijei seu rosto
Seu pescoço
Sentindo seu gosto
Não restando um só milímetro
Intocável...
Seus ombros

Seus braços
Suas mãos
Sem pressa
Com as horas
Ao nosso favor...

Suas costas
Seu tórax
Até sua cintura
Seu sabor e seu perfume
Meus lábios e minhas mãos
Por tudo viajou...

Abalada fiquei
Abalado te senti
No seu peito deitei-me
Pelas suas pernas
Até seus pés desci
Nada restou...

Naquelas horas de verão
No seu corpo inteiro
Me queimei
Percorri exata
Toda sua geografia...

O tempo parou
Como se o Universo nos admirasse
Te amei
Como se fosse
A última vez...

E ali plena
Naquele momento
Por ser a última
Se tornou eterno
O amor aconteceu
Perfeito
Como mais nada
Em toda minha vida...

Mais do que nunca
Quis você pra sempre
Os raios que caíram
Na paz daquele instante
Só nós ouvimos...

AMO-TE A CADA DIA MAIS E MAIS! TE QUERO PRA SEMPRE! ETERNAMENTE...

Amo você!

Uma relação só se justifica pela convivência...
A convivência demonstra a cumplicidade...
Quando se gosta de alguém queremos estar juntos...
Só o saber da possibilidade de estar juntos, já traz a felicidade...
Se não há convivência, a relação é sem sentido...
É melhor um individuo viver só...
Do que dois indivíduos que vivem juntos...
Mas individualmente sem o outro...
É melhor a certeza de que se está só...
Do que viver uma vida só, pensando estar com alguém...
Se a simples presença da outra pessoa,
Não for motivo suficiente para se jogar todas as outras desculpas no lixo...
Há algo muito errado na relação...
Um graveto é frágil...
Dois são mais resistentes...
Mas, dois gravetos separados...
São tão frágeis quanto apenas um...
Se acima de tudo, A felicidade não estiver na presença e no convívio...
A relação é como um transatlântico furado...
Se não concertar logo...
O resultado certo é uma grande tragédia...


sábado, 12 de março de 2011

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.