
A minha alma está a salvo de qualquer tentação que o diabo possa descobrir nos confins da alma ainda por civilizar.
Houve um dia em que quis desfazer-me dela, da alma.
Perdeu a utilidade no mundo que é vazio, que é despido de toda e qualquer sensibilidade.
Era um fardo demasiado intenso, um crime inocente mantê-la comigo.
Mas ela nunca me abandonou.
Arranquei-a, mas ela regressava.
Regressava sempre que ouvia a música.
Voltava porque nunca acreditei que fosse inútil, que fosse desnecessária - inútil e inócuo é o mundo.
Mas um pequeno barco é (quase sempre) virado ao contrário pela tempestade marítima.
Houve um dia em que ela regressou verdadeiramente para dentro de mim.
O dia em que o diabo me a devolveu inteiramente.
Porque era amor e não existe nenhuma tentação animalesca ou friamente social que possa competir com o amor.
E está a salvo de todos os segundos que já passaram, de todos os segundos que passarão.
No fundo, foi vendida para a ter com uma certeza merecida.
Para ser verdadeiramente minha.
Para servir aquilo que supera o próprio Deus.
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