terça-feira, 29 de junho de 2010

Verdadeiramente




Apesar de ser pouco mais que senso comum é uma das únicas frases vazias e tristes que podes tomar como certa:
Enquanto és feliz não o percepcionas verdadeiramente.
E por isso mais tarde sentir-te-ás profundamente infeliz, para simplesmente, ficares a saber o quanto foste feliz.
A dor é lucidez porque, concretamente, o que te dói é a consciência crua daquilo que existia mas já não existe, que acontecia mas já não acontece.
Dor é a tua incompreensão e indignação arrastada e melancólica.
É quase um capricho, na ausência de um pestanejar levemente filosófico.
É quase uma superficialidade.
Aparentemente.
Porque a dor mantém-te aqui, verdadeiramente.
Relembra-te, todos os dias, que algum dia foste feliz e que a casualidade existe no Universo.
Podes ser feliz outra vez.
Se não sofreres não sentes com exatidão o quanto já não és feliz.
E, se não tiveres essa consciência não existes, arrastas-te pelo mundo, limitando-te a respirar biologicamente.
Viver verdadeiramente é ser feliz porque se conquistou uma infelicidade tão dura no coração que a morte foi a hipótese mais fácil, impondo-se a vida verdadeiramente sentida como solução.
E tu sobrevives.
E voltas a ser feliz.

*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vírus




Acorda no meio da noite fria com medo, medo que o tenham infectado com o vírus que ele repugna e detesta.
É mais do que legítimo, o medo.
Durante luas negras quis ficar doente, quis que o veneno corresse nas suas veias azuis para que o sangue ficasse banalmente vermelho, tornando-o numa pessoa comum e vazia.
Desejou que lhe arrancassem tudo o que nele era diferente, tudo o que era puro.
Tudo o que o afastava dos outros.
E agora teme, febrilmente, ter parte da sua alma suja.
Lá no fundo, conhece o quanto foi humano e vulnerável.
Mas não há desculpa, o tempo não é absoluto.
Sabe, dolorosamente, que se fosse infectado, corrompido era estúpido mas era menos triste, porque a tristeza é uma evolução do homem.
Se ele fosse inócuo estaria, talvez, a sorrir ignorantemente.
O sorriso seria vazio, sujo, falso, estridente.
Ele não quer, já não o quer.
Prefere sorrir pouco mas verdadeiramente.
Mas tem medo que já o tenham infectado suavemente.
Tem medo que seja muito tarde para alguém completamente imune ao vírus acreditar na alma torturada dele.



*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

domingo, 27 de junho de 2010

Inútil



“O passado é inútil como um trapo”.
Ele passou pela tua rua e a memória daqueles tempos doces de cheiro a amoras selvagens brilhou-lhe no coraçao durante uma fração de tempo.
Mas depois até essa memória da memória lhe desaparece da mente.
E a memória é objetiva, é fria.
Não sente nada para além de uma sensação de familiaridade, que é sempre uma sensação suavemente calorosa.
Não sente para além daquele arrepio de Déjá Vù porque já apanhou este trem antes, já saiu nesta mesma paragem antes, contigo a salvo no peito.
Mas é inútil.
Porque é o mesmo eu dele.
É o mesmo trem.
É a mesma rotina, o mesmo quotidiano.
É a mesma cidade, permaneceu imóvel a esse romance falhado.
Um romance falhado serve unicamente para uma espécie de aviso de não repetição. Uma cicatriz no coração.
Um romance falhado é uma marca sensorial e só serve para isso, para se dizer que se viveu de alguma forma, de alguma maneira.
Amor não existe sem um certo conceito de aleatoridade.
Foi tudo inútil, agora nada existe.
Até o final foi inutil.
Gastaste-o e ele renasceu e já não sabe quem és.
Recorda-te como se recorda de uma equação brilhante matemática ou de monumento magnificiente que o fascinou.
Recorda-te sem se lembrar de quem és.
“O passado é inútil como um trapo”.
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

sábado, 26 de junho de 2010




A cada passo que alterna os pés na rosa dos ventos, mais pulsa o ar que nos interpõe. O lodo escorregadio no chão da velha casa que criamos, cresce à medida que o silêncio continua a ser a cor das paredes...
Do mesmo ninho, desgarramos e desbravamos vozes, linguagens, ritmos, dissabores, imagens e água, muita água.
E posso vê-la empoçar no latão velho perdido nos entulhos que esquecemos de arrumar.
E quisemos esquecer.
Quisemos deixar.
Hoje renascemos de tantas cinzas quanto o coração humano consegue suportar. Fomos ombro um do outro, num amor dos mais confusos e estranhos que já pude tocar.
E sim, endurecemos.
Com medo do escuro, nos escondemos em crostas de indiferença, em venenosas e ferinas palavras, em tão frágeis berros que tocaram com fogo o claustro fundo da dor.
Do monte alto de tantas aflições fizemos parceria na guerra e dividimos sorrisos, com tão esfarrapadas desculpas para ficar perto um do outro.

Mas o hoje é tempo de adeus.
Tempo de ir.
Tempo que não se conta e mal se dá conta.
Quando vi, éramos outros, intercalados pelo vão das palavras não ditas; dos cômodos que não se visitam.
E só estamos...
Antes mesmo de partir, estranhos.
E só eu sei o quão alto me custa a dor de ainda dividir a geografia e não dividir o coração.
De termos tamanha contiguidade territorial e tantos limites perigosos, pactos de fria paz.

Há tanto que queria dizer.
Quão é almejado o espaço pra te mostrar o que aprendi não há como dizer, apenas deixar as chuva molhar o rosto.
E ver-te em vista trêmula com os olhos vermelhos, com o punhal no peito e o sorriso no rosto.
É, em mim, um zumbido agudo e ininterrupto esse impropério.
Não passa e me acompanha apitando entre os carros, as pessoas falando, a vida “levando”.
Nunca quis, nem quero, roubar tua casa, teus brinquedos e teus princípios.
Não quero arrolar sobre teus olhos os meus olhos, os meus pontos, o meu tempo.
O tempo é só o agora e ele passa deixando um vão abissal entre nós.
Eu vou e deixo-te com os pretos velhos e as armas de Jorge; com sua capa vermelha e flamejante na luta com teus dragões.
Os meus quedaram moinhos de vento, pra descobrir outra medida que não a fatalidade profetizada, e eles me aguardam fora daqui.



*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Luto


O dicionário define luto
Como um sofrimento mental ou
Stress por aflição ou perda.
Sofrimento agudo.
Arrependimento doloroso.
Como pessoas,
Somos ensinados a aprender e confiar nos livros,
Em definições, em definitivos.
Mas na vida, definições escritas raramente são válidas.
Na vida,
O luto pode ser várias coisas
Que atenuem o sofrimento.
Luto deve ser algo
Que todos temos em comum,
Mas parece diferente em todos.
Não é só pela morte
Que temos que sofrer.
É pela vida.
Pelas perdas.
Pelas mudanças.
E quando imaginamos por que
Algumas vezes é tão ruim,
Por que dói tanto,
Temos que nos lembrar que
Pode mudar instantaneamente.
É assim que se permanece vivo.
Quando dói tanto
Que não se pode respirar,
É assim que você sobrevive.
Se lembrando desse dia,
De alguma forma,
Impossivelmente,
Não se sentirá assim.
Não vai doer tanto.
O luto vem em seu próprio
Tempo para todos.
À sua própria maneira.
O melhor que podemos fazer,
O melhor que qualquer um
Pode fazer
É tentar ser honesto.
A parte ruim,
A pior parte do luto,
É que não se pode controlá-lo.
O melhor que podemos fazer
É tentar nos permitir senti-lo,
Quando ele vem.
E deixar para lá
Quando podemos.
A pior parte é que no momento
Que você acha que o superou,
Começa tudo de novo.
E sempre,
Toda vez
Ele tira o seu fôlego.
Há cinco estágios do luto.
São diferentes em todos nós,
Mas sempre há cinco.
Negação.
Raiva.
Barganha.
Depressão.
E então... aceitação.
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

sábado, 19 de junho de 2010

Queda livre




Postei os dois pés sobre o parapeito, tentando me equilibrar. Braços abertos, coração acelerado e olhos semi-cerrados. Era mesmo necessário passar por este treinamento? Parecia que sim. Respirei fundo e olhei para baixo.

90 metros me separavam do chão. Ali, de cima do prédio, contemplei o horizonte. O céu estava acinzentado por causa do tempo seco que já dava seus sinais. Dali, tudo parecia tão pequeno. Os carros, as pessoas e a vida.

Uma brisa leve começou a soprar e senti meu corpo tremer com o toque suave do vento. O medo se apoderou de mim e travei todos os músculos.

De repente, minha própria voz ecoou em meus ouvidos, me fazendo arregalar os olhos. A lembrança de minha palavras, com tanta autoridade, com tanta propriedade me fizeram questionar até que ponto o meu incentivo e afirmação eram reais para mim mesma.

Um milagre viria ao meu socorro? Uma mão poderosa me sustentaria? Bastaria uma palavra dEle para que tudo se fizesse novo? Eu cria que sim. Mas vivia o "sim"? Olhei novamente para baixo. Respirei fundo novamente. Mexi os pés, me preparando melhor. Firmei os braços abertos. Com um pequeno sorriso confirmei minhas crenças: saltei no infinito desconhecido e livre do não-saber do futuro e deixei que Deus fosse minha corda e paraquedas, numa queda livre que correspondia não à expectativa alheia a meu respeito, mas à minha própria fé.
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Agradável Dívida



A tua presença relembra um místico jardim suspenso.
Mas só deixas saudade porque as rosas são azuis límpidas.
Tudo em ti é diferente de um tom azulado tão carasterístico que é suficiente para me envergonhar.
E ter, conseqüentemente, uma imensa saudade do som do teu riso que eleva a minha mente a esse ponto em que existe um jardim suspenso cheio de rosas azuis únicas e frágeis.
Trazes na ponta dos dedos a essência de Peter Pan, a capacidade de sonhar sem limites porque limite é apenas uma palavra utilizada por aqueles que têm para encantar os seus dias a pobre e cinzenta realidade.
Não têm mais nada, não podem conceber que mais alguém tenha.
É-lhes demasiado doloroso, demasiado humilhante, tenho-lhes uma verdadeira compaixão, são já tão pouco...
Consegues brilhar tanto como o Sol, arrastas a novidade, a imaginação e a liberdade contigo para todo o lado.
És um Sol que nem sabe o quanto ilumina.
O quanto aquece.
É impossível não dar conta que agora não estás aqui.
Os ossos só não congelam tristemente de frio porque conseguem sentir o calor deixado por ti quando fecho os olhos e ouço a tua voz.


*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Segredos




Não há segredos na ciência.
O próprio corpo tem meios de expor mentiras.
Dentro de uma "mente" a verdade é sempre despida.
Já manter segredos fora dela é um pouco diferente.

Mas uma coisa é certa.
O que quer que tentamos esconder nunca estamos prontos para a verdade nua e crua.
Esse é o problema com segredos.
Como a infelicidade, eles adoram companhia.

Eles acumulam e tomam conta de tudo.
Até não ter espaço para mais nada.
Até estar cheio de segredos, prestes a explodir.

Uma coisa que esquecemos é o alívio de se livrar de um segredo.
Seja bom ou ruim, pelo menos ele foi revelado.
Goste ou não.

E depois de revelado o seu segredo, não precisa mais se esconder atrás dele.
O problema com o segredo é que mesmo estando no controle, você não está.



*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

sábado, 12 de junho de 2010

Amor Perfeito.




Não existe amor perfeito, se o coração não é perfeito.
O amor não se pesa, não se mede, não se avalia.
Não se dá, não se perde, não se rouba.
O amor sozinho é suficiente a si mesmo.
O que nos resta é a capacidade para entendê-lo, acolhê-lo e tomarmos conta dele sem que possamos alterá-lo na nossa vida de alguma forma.
O amor se oferece a nós gratuitamente, como todo dom.
Mas questionamos sempre.

E tropeçamos nas nossas pernas tentando moldá-lo ao nosso jeito, à nossa visão, à nossa vontade como se ele fosse uma coisa qualquer que pudesse ser modificada.
Somos pequenos e o amor é grande; somos pequenininhos e o amor é imenso, rico, cheios de mistérios e felicidades que nem podemos imaginar que existam.
E perdemos o amor porque perdemos a razão dele.
Perdemos o senso de nos contentar com o que ele pode nos oferecer.
Perdemos, porque exigimos demais, cobramos demais, sufocamos demais.

Ser feliz no amor é guardar a capacidade de vê-lo feliz, se fazemos dos nossos braços uma prisão em nome do amor, a quem fazemos feliz?
Com nossa insaciável sede de querer ter sempre mais do que a vida nos oferece acabamos sem nada, porque não soubemos valorizar o pouco, mas verdadeiro, que recebemos.
Jogamos fora com nossas mãos o que nelas foi colocado para ser bênção.

E tudo isso porque somos humanos, seres feridos e cheios de cicatrizes, sangrando e machucados pelos percalços da vida.
Mas quando a gente ama muito uma pessoa precisa aprender a deixar a própria dor de lado de vez em quando para estar do lado da pessoa que a gente ama, principalmente se sabemos que essa pessoa está ferida também.
E não é bom questionar o amor, mas vivê-lo; porque o amor em si, mesmo imperfeito, já é um presente sem preço.


*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

Só por hoje!




Hoje não dá pra dizer
O que dizemos nas brigas,
Nem dar atenção a intrigas
Que venham nos abater.

Hoje não dá pra falar
Dos defeitos que enxergamos,
Dos outros que nós amamos,
Nem podemos comparar.

Hoje provamos da paz,
Deixamos danos largados.
Ressentimento fugaz
Mandamos para outros lados.

Vivamos o que nos traz
O Dia dos Namorados!


*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meu respirar




Faltou ar. Desesperadamente olhei para cima, em busca do precioso oxigênio, e me deparei com o céu azul, tranqüilo. Acima de mim, as garças voavam, piando e procurando alimento. O sol forte brilhou em meus olhos me fazendo franzir a testa. E nesta contemplação, me esqueci de respirar. Envolta em líquido luminescente, engasgada pela ausência da mistura vital, olhei aos lados e só contemplei o horizonte vazio.

Fechada, encalacrada, enrolada, vedada, selada. No vácuo vazio da existência sem ar. Levantei os braços em agonia profunda e desespero crescente. Sobre minha cabeça se estendeu o tapete duro de gelo de uma estação desconhecida. Esmurrei a parede fria, que me impedia de voltar à vida, com a esperança ali fora, a voar com as garças.

Mas o esforço contido pela substância gelatinosa, me fez perder a força e o impacto não provocou mais do que uma micro rachadura no invólucro. Se as lágrimas escorressem pelos olhos, eu choraria.

O tempo, que de 5 segundos foi transformado em eternidade, passou a ser inimigo da minha sobrevivência. Senti que me movia, mas sem ter levantado os pés. Carregada dentro da prisão de gelo. A micro rachadura, por fim, riscou-se em arranhão profundo. Com o mover da caixa, a fenda tornou-se cada vez mais longa. Debati-me.

O sol ainda brilhava, desafiador. O vento demonstrava sua presença com forte golfadas de ar, balançando as árvores nas quais se escondiam as garças. A maresia invadia o receptáculo, trazendo o gosto de mar aos meus sentidos.

Balbuciei palavras perdidas, desenhadas pela ilusão de um novo respirar. Até que a rachadura tornou-se em espaço. Cabia-me um dedo entre a fresta. Com o pouco de força que restava, segurei as bordas com a ponta do indicador. Não era gelo, mas material transparente. A fenda cortava-me as digitais.

Com o sangue escorrendo pelos braços, alcancei a liberdade de uma mão e depois de outra. A chance de sentir o ar atravessando meus dedos me deu novo vigor para enfrentar a parede não mais tão sólida que me prendia. Com a cabeça zonza pela falta de oxigênio e a perda de sangue, empurrei meu corpo contra o vão que havia criado. Com um só golpe, livrei-me de vez da cadeia luminescente. Sentei-me, cansada, meio corpo ainda dentro da caixa. Passei a mão desesperada no rosto, tentando livrar as vias respiratórias do líquido gelatinoso.

Respirei ofegante. E por longo tempo nada fiz a não ser deixar entrar e sair o ar. Limpei os pulmões do gás carbônico. Tossi longamente, expurgando toda minha própria toxina. Até que levantei os olhos e não reconheci meu destino. O mar morria na praia e nada mais se ouvia além de seu murmúrio. E foi então que tudo foi percebido: saía de um pesadelo e invadia meu próximo sonho colorido.

*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`



Ah, vamos dançar...
Oh, pois quando daquele jeito, dançar junto é como fazer amor.
Os movimentos do corpo são melódicos e as melodias em si, coloridas.
Cor rubra, rubi, dourado e topázio.
Cores de pedras líquidas.
Vamos dançar...
Vamos dançar mais um pouco...
Me leva...
Sem testemunhas.
Só nós de mãos e braços enovelando nossos corpos no conjunto da dança.
Ah, vamos dançar...
Pintemos a noite, dançando, de amarelo ouro.
Laranja cor quente.
Temperatura.
O alaranjado queimando-se mais do vinho tinto seco.
Ah, continuemos a dança...
Que gostoso...
Ah, vamos dançar...
Juntos
A sós
Com melodia
Na melhor hora do dia.
(ainda que qualquer dia - mas nunca um dia qualquer)
Ah, vamos dançar e aquarelar a tela de um salão...
Deslizemos languidos...
Dança de febre gostosa...
Até nossas mãos estão dançantes...
Piano...
Sax Tenor
Ah, romance, então...
Vamos dançar...
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como você não houve ninguém!!!



Como você não houve ninguém.
Eu estava mais jovem,
Eu era mais bonita
Como você realmente merecia.
E também eu.
Nunca tivemos nossa caminhada diurna
Eu nunca lhe vi amanhecer ao meu lado.
Como você não houve ninguém.
Eu comprei aquela rede para nós dois
E usufruímos dela
Você sabe.
Voltaria no tempo
E seria mais feliz com você, por mais tempo, sem o amanhecer
Mesmo que não tivéssemos, nunca, um amanhecer
E só me restassem os encontros furtivos, noturnos, sempre desejados
Amanhecer não era o mais importante, e na época eu não soube
Pois como você não houve ninguém.
Outros, depois, amanheceram
Mas não eram você.
A rede nunca mais embalou
Pois como você não houve ninguém.
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Juntos


No final do dia quando tudo termina tudo o que queremos é ficar junto de alguém.
Então esta coisa de manter a distância e fingir não se importar um com o outro é geralmente um monte de besteira.
Então escolhemos com quem queremos ficar junto e depois que escolhemos essas pessoas procuramos ficar realmente juntos.
Não importa o quanto às magoamos.
As pessoas que ainda estão com você no fim do dia são as que valem a pena manter junto.
E às vezes junto pode ser bem junto.
Mas, às vezes, essa invasão do espaço pessoal pode ser exatamente o que você precisa.
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`