sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pessoas

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Ela é enorme para ti quando fala do que leu e viveu, quando se trata com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena para nós quando só pensa em sim mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o teu crescimento, quando sonha. É pequena quando se desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de uma amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas a agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, e ao recolhê-la inesperadamente, torna-se mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário