Eu li isso na web, em uma passagem do messenger de outra pessoa... Palavras soltas, de vez em quando, fragmentos de curiosidade, fragmentos de lembranças de uma vida dúbia, ambígua, inventada, porém com momentos de toque real, já passado toque.
Aos desconhecidos e anônimos que se cruzaram na estrada da solidão! São muitas as estradas, e nem todas são de asfalto. Estradas de tecladas, estradas de atropelamentos, estradas de chão batido, de terra, estradas de paralelepípedos, estradas de se perder, estradas de se achar... estradas de andar de moto, de andar de carro, de andar a pé, de se arrastar, de rolar a cadeira de rodas... Estrada afora.
O barco está a deriva - assim, sem crase, eu li. Não, só a deriva. Só? Talvez não mais que eu. Ou só deriva. Assim eu e muitos: derivados de alguns primitivos. Por que não nos conhecemos já que na estrada fria nos conhecemos? Ah, que bom que foi sem ter sido... Foram momentos e mal sabíamos.
E agora podem ser observados, em mares distantes, barquinhos a deriva. Quantos neste mundão de Deus?
Te apelidei de barco agora. É um barquinho simples.
A deriva.
Te socorreria num abraço e não nos naufragaríamos mais em sonhos esporádicos. Distantes e separados sonhos. A deriva.
