Meu Cavalheiro,
Demoras tanto em tuas andanças, querido... A Alteza aqui já tratou de todas as flores do jardim. Despi-me dos mantos e ando como uma camponesa pelo território que me pertence. Não sinto falta de nada. Minto.
Demoras tanto em tuas andanças, querido... A Alteza aqui já tratou de todas as flores do jardim. Despi-me dos mantos e ando como uma camponesa pelo território que me pertence. Não sinto falta de nada. Minto.
Protejo-me sozinha, teço minhas vestes, refaço antigos vestidos bordados a ouro, e todos me respeitam, ainda que o território esteja praticamente abandonado. Tenho bons anjos, tu sabes bem... Não, não me isolei. Apenas lido melhor com as questões sozinha do que sem meu melhor agente. The favorite one. Poderia ter uma legião, mas sei que a Espada de um Samurai de mim, ora, eu assim desejo, deve estar em tuas mãos. E ela está. Contigo. Para que te movas, para que me sonhes de vez em quando, para que eu não faça uso do que pertence a um homem.
Mudo-me frequentemente, podes imaginar que as modificações são mais que pouco sutis. Não sei se reconhecerias o que denominavas sorriso meu, olhos meus, boca, calor, corpo, trajeto que eu fazia e que, protetoramente, observavas. E, também, cobiçavas. Principalmente quando eu era do Inimigo teu - meu. Estranha comparação... Mulher é de alguém. Mas não de qualquer. Jamais de nenhum, tampouco de todos. Mulher é.
Antes de ser o que fui, o que sou e o que serei, tenho o que brincávamos no espaço das fantasias. Quase ouço tua voz. Carinhosa, breve, tua voz. Sei que estás em inúmeras tarefas, mas sei que me lembras mais do que eu a ti.
Eu ando a passadas tênues, sem saber onde chegar, e quando fantasio, para o tempo passar, me distraio do que abstrato não é, sinto uma leveza descomunal. No corpo, na alma. Fecho os olhos, em qualquer lugar, e quase sonho de lembrar-nos o absurdo de já termos nos tocado mais de uma vez...
Faz tempo. Estou saudosa de tua leal proteção. Recebo teus retornos aos meus bilhetes, enviados pelo pássaro azul. Fica um aberto céu a nos desproteger, ou a nos seduzir para que sucumbamos novamente na paz de percorrer nossos corpos e escutar os susurros e possíveis descobertas de nós. Pistas de nós dois despidos. Sinto-me grandiosamente pequena... pois, súbito, enquanto eu abro meus olhos, e estás, deliciosa surpresa, atrás de mim, puxando-me para os teus braços, fechando alguma porta, já que me levaste a nós para fora do território banal. Te peguei mais uma vez. Ousamos. Pequena emoção? Beijamo-nos e silenciamos mais. Pequena... Pequena... Adoro ouvir isso. Adoraria. Adorava. Adorável é. Ouvidos em estado de alerta. Teu corpo é próximo. Olhos de Samurai. Tu ousaste. Aprovo tua ousadia.
Antes de ser o que fui, o que sou e o que serei, tenho o que brincávamos no espaço das fantasias. Quase ouço tua voz. Carinhosa, breve, tua voz. Sei que estás em inúmeras tarefas, mas sei que me lembras mais do que eu a ti.
Eu ando a passadas tênues, sem saber onde chegar, e quando fantasio, para o tempo passar, me distraio do que abstrato não é, sinto uma leveza descomunal. No corpo, na alma. Fecho os olhos, em qualquer lugar, e quase sonho de lembrar-nos o absurdo de já termos nos tocado mais de uma vez...
Faz tempo. Estou saudosa de tua leal proteção. Recebo teus retornos aos meus bilhetes, enviados pelo pássaro azul. Fica um aberto céu a nos desproteger, ou a nos seduzir para que sucumbamos novamente na paz de percorrer nossos corpos e escutar os susurros e possíveis descobertas de nós. Pistas de nós dois despidos. Sinto-me grandiosamente pequena... pois, súbito, enquanto eu abro meus olhos, e estás, deliciosa surpresa, atrás de mim, puxando-me para os teus braços, fechando alguma porta, já que me levaste a nós para fora do território banal. Te peguei mais uma vez. Ousamos. Pequena emoção? Beijamo-nos e silenciamos mais. Pequena... Pequena... Adoro ouvir isso. Adoraria. Adorava. Adorável é. Ouvidos em estado de alerta. Teu corpo é próximo. Olhos de Samurai. Tu ousaste. Aprovo tua ousadia.
