quarta-feira, 19 de maio de 2010

Fernão Capelo Gaivota





Não tenho a luz, poder, ou a vagina oceânica de engolir impérios masculinos.
Nada ganhei de homens em minha vida.
Não tive dia de princesa - se bem que este eu não queria: para mim teria de ser Estado de Rainha ou Paço de Realeza, ou o Condado de uma Condessa - devaneios meus.
Um dia ganhei um passeio e não sei ao certo o porquê, e não quero saber - não importa.
Eu estava me sentindo presa, sufocada e dormindo mal.
Se eu não respirasse ao ar livre, penso que a abulia me mataria a cada segundo mais um pouco.
No passeio, infelizmente durou pouco, idenfiquei uma gaivota.

Entre várias do grupo, ela era garbosa, solitária mas orgulhosa, porém não arrogante.
Ela parecia não pertencer ao grupo ou tentando escapar... ela tinha porte e ia pra lá e pra cá sozinha.
As outras em bando.
Eu saquei bem esta gaivota.

Ela é aquela do "Richard Bach", uma típica Fernão Capelo. Bela e iria se estouporar todinha rasgando o céu e cortando as geometrias impossíveis para as outras...
Obviamente fui ter minha corridinha com aquela gaivota. Eu não tinha asas, ela sim. Ela não tinha minhas pernas. Temos é "fernão" e "capelo" pela vida!


*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

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