quarta-feira, 19 de maio de 2010

Amor




Sim, claro, é amor porque sobrevive aos dias de sol e de chuva e os olhos têm a cor e a imensidão do mar.

Retratam todos os dias de infância passados na praia, o riso alto e o contentamento de quem não sabe que vai morrer. E que nada é.

Claro, é amor, se dançam alegremente no espírito a esperança , levemente filosófica, a exaltação da vida e o êxtase de existir. E os olhos têm a textura de amoras silvestres numa noite agradável de Verão; são o som da Orion e do vento fresco que fala de historias magníficas e desconhecidas.

É amor.

Nem que seja um pouco se quando olhas nos olhos vês a alma e ela já viu e sentiu a desgraça, já conheceu a dor. É ríspida e dura apesar da leveza e da jovialidade.

É amor se vês isso tudo e lamentas profundamente, se quase choras por solidariedade aberta e franca.

Sim, claro, é amor.

Nem que seja um pouco, nem que seja inconsciente. Se olhas e te identificas com a imensidão do ser que contemplas.

Amor não deixa de ser isso, uma forma típica e emocionalmente forte de identificação.

Apenas amor!


*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•* (¸.•´ (¸.•`

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