segunda-feira, 31 de maio de 2010

Amor de Margarida



A minha alma está a salvo de qualquer tentação que o diabo possa descobrir nos confins da alma ainda por civilizar.

Houve um dia em que quis desfazer-me dela, da alma.

Perdeu a utilidade no mundo que é vazio, que é despido de toda e qualquer sensibilidade.

Era um fardo demasiado intenso, um crime inocente mantê-la comigo.

Mas ela nunca me abandonou.

Arranquei-a, mas ela regressava.

Regressava sempre que ouvia a música.

Voltava porque nunca acreditei que fosse inútil, que fosse desnecessária - inútil e inócuo é o mundo.

Mas um pequeno barco é (quase sempre) virado ao contrário pela tempestade marítima.

Houve um dia em que ela regressou verdadeiramente para dentro de mim.

O dia em que o diabo me a devolveu inteiramente.

Porque era amor e não existe nenhuma tentação animalesca ou friamente social que possa competir com o amor.

E está a salvo de todos os segundos que já passaram, de todos os segundos que passarão.

No fundo, foi vendida para a ter com uma certeza merecida.

Para ser verdadeiramente minha.

Para servir aquilo que supera o próprio Deus.
*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸ Beijos*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*

Um comentário:

  1. "ha novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a promessa de Deus, e nestes há de morar a justiça" ( 2Pedro 3:13; Isaías 65:17)

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