Livre de todas as angústias corrosivas,
Com asas de bronze desabam, rumo à sorte,
O regozijo das vivências aflitivas.
Suicidas perante abismos atraentes,
Magnéticos disfarces do atro passamento,
Volatilizam seus sonhos, e sorridentes,
Lançam-se nas profundas, ao sabor do vento.
Ímpios sonhadores com os pulsos cerrados,
Com o desejo mórbido oculto entre os dedos,
E soluços roucos nos seus palavreados...
As palavras absurdas que escondem segredos.
Eternamente vivendo como assassinos,
Homicidas de seus próprios restos nefandos;
Culpados por existirem, como meninos
Abandonados nas praças, em lagos bandos.
Sempre a admirar a perversão solitária,
A cada dia torno-me um desses suicidas,
Andando com cordas, punhais, fuga diária
Em busca da verdade e paz, desconhecidas.
