Dos olhos plangentes do sonhador errante,
Transparentes visões emergem como raios,
Inundando de luz o ambiente bacante,
Soberbo e opulento como breves ensaios.
São sóbrios momentos que precedem a fuga,
A sutil escapada de versos detidos
Em antigas prisões, onde a vida se enruga,
Em tumbas ocultas por campos florescidos.
Imagens lascivas escorrem pelos cantos
Dos olhos que lamentam por coisas banais.
Os versos viram preces, devotos de santos,
Pagãos corrompidos por atos imorais.
São disfarces profanos, insanos e sábios,
Nobres trajes para a fuga do sonhador;
As ternas palavras escapam por seus lábios
E encontram a liberdade em versos de amor.
